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Montinorte apoia evento Cana: Substantivo Feminino
A realização do congresso Cana, substantivo feminino – o setor sucroenergético na visão das mulheres – tem sido muito elogiada pelas entidades representativas do setor sucroenergético. O Congresso, que acontecerá no dia 22 de março, no Centro de Convenções de Ribeirão Preto, SP, discutirá a participação das mulheres na agroindústria canavieira e abre espaço para essas profissionais debaterem as áreas técnicas, de gestão, mercadológica e institucional do setor. “Adorei a ideia do evento. Estamos dentro”, diz Roberto Hollanda Filho, presidente da Associação dos Produtores de Bionergia de Mato Grosso do Sul (Biosul).

Segundo a jornalista Luciana Paiva, diretora da Paiva & Baldin Editora, empresa realizadora do Congresso, o objetivo é mostrar que o setor só tem a ganhar com a maior integração entre homens e mulheres, pois as diferenças levam ao equilíbrio. Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar PE), parabenizou a iniciativa e salientou que “a harmonia entre os sexos, nas conquistas e obstáculos do setor é a chave do sucesso.”
Cintia Cristina Ticianelli, presidente do Sindicato das Indústrias de Cana de Açúcar e Álcool do Estado do Maranhão e Pará (Sindicanalcool) e diretora-administrativa-financeira da usina Agro Serra, MA, está entre as debatedoras do Congresso. “Gostei muito da proposta, ainda não havia conhecido nada nesse sentido. Tinha que ser ideia da Luciana, né? Confesso que ficarei muito confortável debatendo com outras mulheres do setor. Será muito bacana”, ressaltou. Outra debatedora que parabeniza a iniciativa é Janaina Calor, gerente-executiva do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e de Biocombustível (Ceise Br) . “A proposta é brilhante. Precisamos referendar o papel e a visão feminina neste mercado de trabalho.” O nome e a logomarca do Congresso também estão chamando a atenção. “Tanto o nome como a logo do evento ficaram bárbaros! Terei grande satisfação em participar”, diz Leila Alencar Monteiro de Souza, presidente da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Energia (Biocana).
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) está entre as principais patrocinadoras do Congresso, Maria Luiza Barbosa, coordenadora de Responsabilidade Social da entidade, salienta a importância de abrir espaço para a diversidade no setor. Por isso, Iza é grande incentivadora do evento, que terá apenas mulheres nos painéis, mas os homens são bem-vindos no evento. Ismael Perina Júnior, presidente da Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul (Orplana), achou o congresso muito representativo. “Com certeza estarei lá”, afirma.
Mais informações e inscrições pelos e-mails: lurp10@hotmail.com ou paivaebaldin@uol.com.br
fonte: Assessoria de Comunicação Biocana
Metalização em Pentes de Moenda
A indústria sucroalcooleira necessita de materiais cada vez mais resistentes aos desgastes por abrasão, erosão e pelo contato metal-metal. Uma das formas encontradas para se melhorar o desempenho de certos componentes submetidos a estes tipos de desgastes é a aplicação de camadas superficiais com materiais mais resistentes. A utilização de revestimentos sobre componentes ou produtos metálicos, também conhecidos como engenharia e revestimento ou surface engineering, está crescendo acentuadamente devido ao alto custo dos materiais estruturais avançados e aos crescentes requisitos de ciclo de vida dos sistemas de alto desempenho, segundo os autores Lima e Trevizan em seu livro Aspersão Térmica: Fundamentos e Aplicações.
Devido à competitividade do mercado sucroalcooleiro e a suscetibilidade do segmento às paradas das fábricas por causa de chuvas, faz-se cada vez mais necessário obter um tempo de aproveitamento industrial alto, exigindo assim a otimização das atividades de manutenção. Isto tem levado as usinas a investir em técnicas de manutenção e em materiais melhores para suportarem o agressivo desgaste encontrado em várias etapas do processo de fabricação de açúcar e etanol.
Algumas usinas veem utilizando o processo de metalização em pentes de moenda, com o objetivo de diminuir o número de substituições deste componente em safra. O material a ser utilizado como revestimento deve ser escolhido de acordo coma a natureza do desgaste na qual a peça está submetida em trabalho.
Durante a passagem da cana desfibrada (composta por fibra, caldo, impurezas minerais e vegetais) pelos ternos de moenda o colchão de bagaço desliza sobre a superfície superior do pente de saída e sobre a superfície inferior do pente superior – classificando assim o desgaste provocado como abrasivo de baixa tensão. É nesta região que o metal é desgastado gradualmente pela ação de pequenas partículas abrasivas, produzindo em sua superfície um raiado, ou polido, resultando no sulcamento na superfície.
Na metalização de pentes algumas usinas têm aplicado na superfície dos dentes ligas especiais a base de: Ni e Cr (resistência ao desgaste por atrito e corrosão), Ni e Cr com adição de carbonetos de Tungstênio (resistência a abrasão e oxidação).
Quanto à aplicação, hoje se encontram no mercado várias empresas especializadas, embora não seja uma aplicação complexa, a metalização de pentes requer profissional treinado e alguns cuidados, é muito importante para usina, ao optar pela metalização informar ao fabricante do pente para que seja deixado um rebaixo mínimo a ser compensado pela camada metalizada de modo a não ter surpresas desagradáveis ao longo da safra, como dificuldade de ajustar pentes e desgaste prematuro das camisas de moenda, e durante a aplicação levar em conta a pequena porção da ponta dos dentes que é necessária sofrer desgaste durante a regulagem do mesmo.
A utilização da aspersão térmica em pentes de moenda tem apresentado resultados positivos quanto à diminuição de substituições dos componentes, mas é importante saber que a vida útil de um pente, seja metalizado ou não, dependerá fortemente da quantidade de impureza mineral contida na cana, do tipo de fixação do pente (fixo ou oscilante), sua preparação e principalmente de sua regulagem em trabalho.
Pedro Vitor Pantoja de Almeida
Engenheiro Mecânico
UNICA prevê redução da moagem de cana na safra 2011/2012
A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), em conjunto com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), demais sindicatos e associações estaduais do setor sucroenergético, revisou a estimativa de produção de cana-de-açúcar, etanol e de açúcar para a safra 2011/2012 na região Centro-Sul do País. A nova projeção aponta uma moagem de 488,50 milhões de toneladas, redução de 4,26% em relação à última estimativa divulgada em agosto deste ano (510,24 milhões de toneladas) e queda de 12,29% sobre o valor final da safra 2010/2011 (556,95 milhões de toneladas).
A redução da estimativa de moagem decorre da menor produtividade agrícola do canavial. De acordo com dados apurados pelo CTC, o rendimento agrícola da área colhida até o final de setembro atingiu 70,60 toneladas de cana-de-açúcar por hectare, queda de 18,20% em relação ao valor observado no mesmo período de 2010. A produtividade esperada para a safra 2011/2012 no Centro-Sul é inferior a 70 toneladas por hectare, redução de quase 20% em relação à média histórica de 85 toneladas por hectare.
Os principais fatores responsáveis por essa queda da produtividade agrícola são a idade avançada do canavial e as condições climáticas desfavoráveis para o desenvolvimento da planta, que incluem a estiagem prolongada nos meses de inverno nas últimas duas safras e a ocorrência de geada e florescimento no início da atual safra.
Além desses fatores, também contribuíram para a menor produtividade: (i) a ampliação da mecanização do plantio e da colheita em áreas não sistematizadas; (ii) a incidência de novas doenças como a ferrugem laranja; (iii) o aumento do nível de infestação de algumas pragas; e, (iv) o crescimento da produção em regiões com menor potencial produtivo.
O menor rendimento agrícola deve ser verificado em todos os Estados produtores da região Centro-Sul. Contudo, o impacto da quebra agrícola sobre a oferta de cana deverá ser menor nos Estados onde houve maior índice de expansão de área de colheita, como Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
No Estado de São Paulo, principal região produtora do País, a produtividade agrícola será a menor dos últimos 20 anos e a retração na moagem deverá superar 50 milhões de toneladas, com destaque para as regiões de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Araçatuba. Esse volume representa cerca de 80% da redução de moagem prevista para todo o Centro-sul na safra 2011/2012.
Segundo o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, “as variáveis mencionadas, somadas à expectativa de apenas quatro unidades produtoras iniciando moagem no próximo ano, deverão resultar em um crescimento tímido da produção na safra 2012/2013”. O investimento na renovação do canavial é a melhor alternativa para acelerar o crescimento da produção de etanol e de açúcar a partir da safra 2013/2014, pois existe capacidade ociosa significativa na indústria e falta de matéria-prima, alerta o executivo.





